PenaO Teatro Mágico
O poeta pena
Quando cai o pano e o pano cai
Um sorriso por ingresso
Falta assunto, falta acesso
Talento traduzido em cédula
E a cédula tronco é cédula mãe solteira
O poeta pena
Quando cai o pano e o pano cai
Acordes em oferta
Cordel em promoção
A prosa presa em papel de bala
Música rara em liquidação
E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
Luz acesa
Lá se dorme um sol em mi menor
Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior
Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior
O palhaço pena
Quando cai o pano e o pano cai
A porcentagem e o verso
Rifa, tarifa e refrão
Talento provado em papel moeda
Poesia metamorfoseada em cifrão
O palhaço pena
Quando cai o pano e o pano cai
Meu museu em obras
Obras em leilão
Atalhos retalhos e sobras
A matemática da arte em papel de pão
E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
Luz acesa
Já se abre um sol em mi maior
Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior
Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior
Sempre que escuto essa música d' O Teatro Mágico não tenho como não pensar na atual Música Popular Brasileira (MPB). O tempo em que Bossa Nova, Rock, ou sua versão pop, Caetano, Gil, Chico Buarque, Mª Betânia e cia era, ou pelo menos deveria ser, chamado de MPB acabou, hoje popular mesmo são esses forros cada vez mais machistas e homofóbicos, swigueira, que põe homens e mulheres pra rebolar numa clara dança de acasalamento, os sertanejos, que agora são UNIVERSITÁRIOS, para não serem tachados de "brega". Nada contra os ritmos ou contra quem os escuta. Minha raiva é que apenas esses ritmos nos são apresentados como forma de distração. Enquanto vários outros artistas/grupos estão alocados em um patamar intitulado "underground' por não terem espaço na grande mídia burguesa, ou não terem contratos assinados com as grandes empresas da música, as gravadoras, que por sua vez lucram absurdos com a venda de cd's e, por isso são radicalmente contra os downloads de músicas e fazem campanhas caríssimas contra a pirataria. Não há motivos para que nos enganemos, a preocupação desses senhores não está na qualidade do som, ou nas noites, dias, meses, semanas ou anos, perdidos para a gravação de um "cd de altíssima qualidade". Na verdade, o medo deles é de que suas contas bancárias diminuam a quantidade de dígitos.É graças a esse medo tamanho que as bandas populares são "forçadas" a gravarem quatro, cinco cd's por ano. E, pensado nisso, eu me pergunto: Será que há tanta criatividade para isso?" Eu mesma me respondo, óbvio que com a ajuda de algumas rádios da nossa região: "Não, não há tanta criatividade assim. Porque se houvesse as bandas de forró, por exemplo, não precisariam ficar copiando as músicas umas das outras. Ninguém pode negar esse fato... algumas músicas fica até difícil, pra não dizer impossível, saber quem gravou ou cantou primeiro.Esse é um outro argumento dos empresários: direitos autorais, se você baixa uma música a pessoa que a escreveu não ganhará nada por isso. E se uma banda famosíssima de swigueira plagia, descaradamente, uma música de uma banda de rock? O autor original da música ganhará algo? Ah, não, mas é porque de banda para banda pode, já que o lucro de alguém está sendo garantido. Então sejamos realista, são dois pesos e duas medidas... muito bom.Não estou dizendo que um compositor, cantor, guitarrista, baixista, etc., não devam ganhar por seus trabalhos, pelo contrário, devem sim, afinal eles trabalharam e tem o direito de ganhar por seu trabalho, assim como todo trabalhador. O problema é quando o trabalho vira propriedade privada de um outrem que não necessariamente foi quem realizou o trabalho de fato. O problema é quando esse trabalho é tomado como posse com o intuito de subjulgar um determinado grupo de pessoas, ou classe se você preferir; o problema é quando a arte, seja ela expressa da forma como for, é utilizada para dominar toda uma classe social, a classe trabalhadora; o problema é quando o artista começa a ser avaliado não pela qualidade de sua obra, mas pela quantidade; O PROBLEMA É QUANDO A ARTE É USADA PARA DOMINAÇÃO!!!!!!!
O velho Leon e Natália em Coyoacán "nem casacos nem cossacos como em petrogrado aquele dia apenas você nua e eu como nasci eu dormindo e você sonhando nunca mais vai ter um dia como em petrogrado aquele dia nada como um dia indo atrás de outro vindo você e eu sonhando e dormindo"
segunda-feira, 25 de abril de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
A Rede
Depois de algum tempo em off, em todos os aspectos que a vida possa nos exigir, decidi que já estava mais do que na hora de escrever algo, nem que fosse pura besteira...
Não é nenhuma novidade cinematográfica o filme A Rede Social, que tem por objetivo narrar toda a história de um dos maiores, se não o maior, sites de relacionamento da atualidade. Não vou aqui tecer críticas ao filme, até porque não o assisti e não gosto de fazer críticas lendo a dos outros, na verdade, o propósito é justamente falar sobre essa onda, essa febre das redes sociais, são tantas que às vezes você troca seu login, sua senha, pelo menos eu esqueço... ainda bem que o pioneiro, eu acho, o msn, resolve os nossos os problemas e permite que nos conectemos de uma vez... o yahoo copiou. Ops!, faz um tempo que são do mesmo dono. Aff!!!!!!
Enfim, deixemos de tanto blá, blá, blá...
Se algum dia nos fosse perguntado para que servem as redes sociais, certamente responderíamos que serve para reencontrar amigos distantes, para "conhecer" novas pessoas, ou seja, para a socialização. Mas será que há uma socialização de fato, ou é só uma escapatória, uma fuga de uma realidade e uma dinâmica de vida tão duras que não nos permitem reencontrar os velhos amigos ou fazer novas amizades?
Na verdade nos é (im) posto uma tal falta de tempo para mantermos, fazermos amizades, que é muito mais simples, mais prático e mais eficiente, essa é a ideia que nos transmitem, manter - nos conectado ao facebook, twitter, msn, ou qualquer outra rede "social", já que dessa forma podemos "conversar" com todos os nossos amigos ao mesmo tempo, agora, enquanto lemos um livro, trabalhamos e escrevemos algo, porque tudo não passa de uma otimização do tempo.
O tempo é o mestre das nossas vidas... não temos tempo de ler um bom livro, nos contentamos com os resumos, não temos tempo, às vezes nem dinheiro, de ir ao cinema ver um filme, baixamos da internet, não temos tempo pra encontrar uma grande amiga que precisa conversar de verdade, não teclar... não temos tempo para dizer "eu te amo" as pessoas realmente importante em nossas vidas porque mal a encontramos.
Não temos tempo, e essa falta de tempo é consequência do sistema no qual vivemos, é esse sistema capitalista que nos inclausura, que limita nossas relações pessoais, que nos deixa sozinhos, mas cheio de amigos que, contraditoriamente, nunca vemos e nunca vimos.
Mas o problema ainda não é só esse, ainda esbarramos na questão da acessibilidade, porque nem todos tem um pc em casa. A maioria dos jovens, filhos da classe trabalhadora, dependem de lan houses, gastam parte de seus dinheiros, que não é muito, nesses espaços para terem acesso e receberem os parabéns pelo seu aniversário que seu colega de classe deixou em sua página de recados.
Segundo a revista R, publicação da Juventude do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado - PSTU - estima - se que 78% dos jovens brasileiros tenham algum tipo de acesso à internet (...) no entanto, este acesso é bastante estratificado de acordo com a classe social e região dos jovens. A juventude é a faixa etária que mais navega em lan houses e garantir que a população tenha acesso ao mar de informações do mundo virtual significa enfrentar - se com grandes multinacionais das redes telefênicas como a Oi, aqui no Ceará, ou a Telefônica, na região Sudeste.
Não é nenhuma novidade cinematográfica o filme A Rede Social, que tem por objetivo narrar toda a história de um dos maiores, se não o maior, sites de relacionamento da atualidade. Não vou aqui tecer críticas ao filme, até porque não o assisti e não gosto de fazer críticas lendo a dos outros, na verdade, o propósito é justamente falar sobre essa onda, essa febre das redes sociais, são tantas que às vezes você troca seu login, sua senha, pelo menos eu esqueço... ainda bem que o pioneiro, eu acho, o msn, resolve os nossos os problemas e permite que nos conectemos de uma vez... o yahoo copiou. Ops!, faz um tempo que são do mesmo dono. Aff!!!!!!
Enfim, deixemos de tanto blá, blá, blá...
Se algum dia nos fosse perguntado para que servem as redes sociais, certamente responderíamos que serve para reencontrar amigos distantes, para "conhecer" novas pessoas, ou seja, para a socialização. Mas será que há uma socialização de fato, ou é só uma escapatória, uma fuga de uma realidade e uma dinâmica de vida tão duras que não nos permitem reencontrar os velhos amigos ou fazer novas amizades?
Na verdade nos é (im) posto uma tal falta de tempo para mantermos, fazermos amizades, que é muito mais simples, mais prático e mais eficiente, essa é a ideia que nos transmitem, manter - nos conectado ao facebook, twitter, msn, ou qualquer outra rede "social", já que dessa forma podemos "conversar" com todos os nossos amigos ao mesmo tempo, agora, enquanto lemos um livro, trabalhamos e escrevemos algo, porque tudo não passa de uma otimização do tempo.
O tempo é o mestre das nossas vidas... não temos tempo de ler um bom livro, nos contentamos com os resumos, não temos tempo, às vezes nem dinheiro, de ir ao cinema ver um filme, baixamos da internet, não temos tempo pra encontrar uma grande amiga que precisa conversar de verdade, não teclar... não temos tempo para dizer "eu te amo" as pessoas realmente importante em nossas vidas porque mal a encontramos.
Não temos tempo, e essa falta de tempo é consequência do sistema no qual vivemos, é esse sistema capitalista que nos inclausura, que limita nossas relações pessoais, que nos deixa sozinhos, mas cheio de amigos que, contraditoriamente, nunca vemos e nunca vimos.
Mas o problema ainda não é só esse, ainda esbarramos na questão da acessibilidade, porque nem todos tem um pc em casa. A maioria dos jovens, filhos da classe trabalhadora, dependem de lan houses, gastam parte de seus dinheiros, que não é muito, nesses espaços para terem acesso e receberem os parabéns pelo seu aniversário que seu colega de classe deixou em sua página de recados.
Segundo a revista R, publicação da Juventude do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado - PSTU - estima - se que 78% dos jovens brasileiros tenham algum tipo de acesso à internet (...) no entanto, este acesso é bastante estratificado de acordo com a classe social e região dos jovens. A juventude é a faixa etária que mais navega em lan houses e garantir que a população tenha acesso ao mar de informações do mundo virtual significa enfrentar - se com grandes multinacionais das redes telefênicas como a Oi, aqui no Ceará, ou a Telefônica, na região Sudeste.
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